Circo Nómada na Póvoa de Santa Iria

Foi o meu primeiro espectáculo de circo sem animais.

Quando entrei na tenda, a primeira surpresa: em vez de bancadas para o público, há apenas filas concêntricas de cadeiras plásticas. Duvido que a quinta fila consiga ver seja o que for mas, pelo menos hoje, isso não é um problema. O público cabe todo na primeira fila! Significa que estarei numa posição privilegiada para fotografar. Serão umas 20 pessoas, o que dará uma bilheteira da ordem dos €100. O apresentador pede ao público que aplauda como se a tenda estivesse cheia... Mas quando o espectáculo começa, a alegria dos artistas a trocar bolas com o público é contagiante.

Durante o espectáculo, os apresentadores fazem o possível para mostrar a variedade, mas está em palco um pequeno número de artistas: são dois casais e uma filha menor (anda na segunda classe, convidou duas colegas para o espectáculo) mais dois ajudantes que participam em alguns números. O casal mais velho tem a dignidade da experiência, com movimentos contidos e seguros. Do casal novo, ele tem pose de mimo, qual Charlot a compor cuidadosamente cada cena; ela transborda de energia. A criança partilha com a mãe um número de arcos e depois vê o resto do espectáculo com as amigas. A luz é cuidada e cria ambientes diferentes a cada número; faz-me lembrar a iluminação nos bailados da Gulbenkian, que foi onde vi pela primeira vez a luz a criar ambiente num palco despido.

Em geral, gostei da variedade de números do espectáculo, apreciei o ritmo mantido pelos quatro artistas que se revezam e se transfiguram a cada número. E o meu filho adorou o espectáculo, que é a prova que realmente interessa.

Colagem

Série

Este artigo é a parte 2 de uma série:

  1. Um futuro para os pequenos circos nómadas
  2. Circo Nómada na Póvoa de Santa Iria
  3. Circo Nómada volta à Póvoa de Santa Iria

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