Concerto solidário para a Missão Angola 2014

Em Agosto de 2014, um grupo de jovens da paróquia de Rio de Mouro, Queijas e Póvoa de Santa Iria, irá como voluntário a duas missões em Angola: Viana e Luau.

Para angariar fundos, o grupo de jovens da paróquia da Póvoa de Santa Iria organizou um concerto solidário na sede do Agrupamento 773 do Corpo Nacional de Escutas, em 15 de Fevereiro de 2014. Cartaz

Soube do concerto via Facebook, através de um dos membros do grupo de jovens.

O cartaz mencionava comes e bebes, mas sem ser específico. Era impossível decidir se conseguíamos jantar ou não. Como a família já teve algumas experiências menos que óptimas em refeições amadoras ou comunitárias, acabámos por jantar em casa. Teria ajudado saber a lista de comidas disponíveis.

PauliTuna

Quando chegámos, estava a PauliTuna a actuar, com a sede do Agrupamento 773 bastante cheia. Um terço do espaço estava ocupado com o palco, outro terço com mesas e o resto com pessoal em pé.

A tuna cantou sem amplificação de som, de forma que só o pessoal nas mesas é que ouvia razoavelmente bem. Por isso, o pessoal na outra ponta do espaço conversava, impossibilitando a compreensão dos anúncios e dificultando a audição das músicas.

A PauliTuna é a Tuna Mista da Antiga Escola Superior de Enfermagem São Vicente de Paulo. Estavam 10 elementos em palco (7 raparigas e 3 rapazes). Surpreendeu-me a presença de quatro membros dançantes (com pandeireta e estandarte) com alguns saltos espectaculares.

A tuna cantou de forma competente e alegre, como é apanágio das tunas. O espaço, contudo, não foi o ideal para admirar os talentos da banda.

Lazy Generation

O segundo grupo da noite foi o Lazy Generation, composto por músicos muito jovens que mostraram a potência das guitarras. Surpreendeu-me a energia da banda em palco, mesmo não sendo muito o meu estilo de música. Mas ainda mais me surpreendi quando descobri que o grupo canta principalmente temas originais (tocaram 9 originais e 3 covers?), e que esta era a sua segunda actuação (tendo sido a primeira na festa de anos do vocalista). Na última canção, os membros da banda saltam ao ritmo da música, numa homenagem ao João Baião que rematou a actuação com um pico de energia. Infelizmente, cantaram apenas em inglês.

Fizeram-me lembrar os muitos grupos que ouvi nos anos 80, no início de carreira.

Os Lazy Generation são:

  • Afonso Gageiro, voz
  • Miguel Vale, guitarra
  • Ricardo Lage, guitarra
  • Diogo Marques, baixo
  • Rodrigo Mendonça, bateria

Video no YouTube com os temas:

  • Lazy generation (cover The F-Ups)
  • The king (tema original)

A opinião da minha filha é entusiástica:

Devo dizer que nunca esperei que uma banda de jovens da minha idade conseguisse, ao 2º concerto, tocar de maneira que tocou. Fiquei simplesmente estupefacta!

Para começar, porque era mais que óbvio que todos eles sabiam o que estavam a fazer. Não só souberam tocar bem, como conseguiram cativar toda a audiência! A energia e o entusiasmo que eles transmitiam era simplesmente contagiante… E tudo isto com o que aparentava ser pura descontração!

Além disso, adorei os temas originais. Não sei quem os escreveu, mas está de parabéns! E a parte que mais gostei dos concertos foram os dois covers, porque comprovaram a qualidade acima da média desta banda. “All the Small Things” dos Blink 182 e “American Idiot” dos Green Day ficaram espectaculares!

No geral, embora ainda seja cedo para conclusões, acredito que esta banda tem futuro e sucesso garantidos, desde que para isso trabalhem. E posso nem ser uma grande fã de rock no geral, mas talvez esteja disposta a abrir uma excepção neste caso!

— Mariana Baptista, 17 anos, estudante e música amadora

Radio Five

Já estava pronto para ir embora, mas afinal ainda havia mais um grupo, os Radio Five.

É uma banda de covers composta por músicos não tão jovens, com um vocalista a procurar a colaboração do público nos muitos “hinos” que a banda tocou, em português e inglês, incluindo vários que eu conhecia e que me fizeram cantar, para grande espanto dos meus filhos.

Quer o guitarrista quer o baixo deliravam com os sons que produziam, divertindo-se em palco. O baterista, frequentemente escondido pelas núvens de fumo de palco, brilhou ao reproduzir o ritmo dos sintetizadores no tema Paixão (Heróis do Mar). Tiveram direito a encore.

Uma excelente banda, que não me importaria de voltar a ouvir.

Os Radio Five (radiofiveband@gmail.com) são:

  • Miguel Cruz, voz
  • Celso Correia, guitarra e vozes
  • Diogo Marques, teclas e vozes
  • Jon Jon, bateria
  • Manuel Rosa, baixo e vozes

Video no YouTube com os temas:

  • Para Ti Maria (cover Xutos e Pontapés)
  • Roadhouse Blues (cover The Doors)

Fotografia

Decidi deixar a DSLR em casa, basicamente por desconhecer as condições no local. Levei apenas a Canon IXUS 70: planeava divertir-me e tirar apenas algumas fotos para recordação da família. E foi isso que fiz com a PauliTuna.

Quando os Lazy Generation começaram a tocar, fui surpreendido pela iluminação profissional, incluindo projectores ao nível do chão que iluminavam bem os músicos da frente. Soube depois que a iluminação e o som estiveram a cargo de António Vale, pai de um dos guitarristas dos Lazy Generation.

Havia luz suficiente para a IXUS 70, e teria havido luz suficiente para a 24–105mm f/4. A proximidade do palco teria permitido algumas fotos mais extremas, que a fotógrafa oficial do concerto, Ana Rita Casimiro, se esforçou por tirar, normalmente a partir de posições muito baixas.

Acabei por tirar 127 fotos, a maioria depois de me ter sentado na segunda fila de mesas e usado um copo de café e uma garrafa de água como tripés improvisados. A melhor máquina é a que se tem na mão, mas nem por isso a IXUS 70 deixou de mostrar as suas limitações. As fotos a ISO 800 têm cor mas também imenso ruído. E a tentativa de fotografar usando o visor da máquina, em vez do LCD, resultou numa série de fotografias absolutamente desfocadas. Acho que a máquina foca de maneira diferente quando não mostra o resultado da focagem no LCD.

Considerando que os videos da ARIPSI têm tido uma boa aceitação, fiz também pequenos filmes dos dois grupos (mas falhei a PauliTuna). Tentei brincar com o zoom durante a filmagem, mas o resultado é um zoom digital com pior qualidade.

Foi pena, teria sido uma execelente estreia para a "nova" objectiva nocturna, uma 85mm f/1.8 USM cuja precisão e rapidez de focagem espero que supere a 50mm f/1.4 USM. Ambas são USM, mas são motores com tecnologia diferente.

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