Banda Xpress Music nos Amiais

A banda Xpress Music é um negócio de família. O pai é o técnico de som, e foi ele quem montou o sistema eléctrico e de luzes no camião-palco. Um gerador eléctrico torna a banda completamente autónoma.

Os músicos são os jovens da família alargada. Baseados em Vila Corça, dão espectáculos num raio de 100 Km. Não podem ir mais longe nem dar mais espectáculos, senão a actividade principal da família sofre.

Acima de tudo, esta banda exibe uma enorme energia em palco. A bateria e baixo mantêm-se constantes, mas os restantes músicos revezam-se ao longo das quatro horas de espectáculo. Vão estando diferentes conjuntos variados de músicos e dançarinos em palco, com roupas diferentes.

O naipe de dançarinos inclui duas raparigas e um rapaz, excepto quando outros músicos se juntam à dança. Dançam de forma desigual, com diferentes capacidades físicas e anímicas, mas sempre alegres.

Um baloiço no meio do palco, com um sistema de elevação eléctrico, cria variedade visual e diverte os cantores.

Entre as onze e a meia-noite, a banda interage mais com o público.

  • Primeiro, distribuem umas dezenas de chupa-chupas pelo público.
  • Pouco depois, um dos cantores faz uma viagem de bicicleta pelo largo da capela, antes de cantar mais uma canção. Mas não há interacção com o público ao nível do teatro de rua. Por exemplo, como o grupo Kayene se atreveu a fazer em Pousadas, em 2011.
  • Depois, abusando do sistema de som sem fios, os músicos vão tocar para o meio do público, enquanto os cantores organizam um combóio pelo largo da capela. Ficam em palco apenas os teclados e a percussão.
  • Finalmente, cantaram os parabéns pelo aniversário ao André, um jovem da aldeia.

Perto da meia-noite e meia, deu-se o sorteio previsto para a meia-noite. Três crianças do público tiraram três rifas de um enorme saco de plástico preto. A seguir ao sorteio, o público debandou.

Perante um largo quase vazio, a banda virou a festa para si próprio. Convidou amigos para o palco, começou a tocar Xutos e Pontapés. E o espectáculo acabou com todos a cantar “As saudades que já tinha da minha alegre casinha...”

Fotografia

Eram seis da tarde, e a conversa estava bem encaminhada: numa oportunidade invulgar, a banda tinha-me convidado para fotografar no próprio palco.

Infelizmente, estava reduzido a umas 50 fotografias. A bateria do meu fiel disco NEXTO (comprado em 2010) nem sequer conseguiu esvaziar o primeiro cartão de 4GB. Tinha trazido uma bateria externa, mas cometi o erro fatal de não testar tudo de ponta-a-ponta. Resultado: faltava-me um cabo mini-USB para ligar a bateria ao disco, permitindo esvaziar os cartões de memória.

O herói da noite acabou por ser um homem da terra, Manuel Luís, director da biblioteca de Penalva do Castelo. Foi ele que tinha o cabo certo no carro, permitindo transformar as 50 fotografias em 577. Obrigado!

Comecei a noite a fotografar com as lentes fixas a partir do largo da capela, primeiro com a lente de 50mm, depois com a de 85mm. As luzes do palco criam ambientes excelentes, mas deixam frequentemente a cara dos artistas na sombra. Foi a oportunidade de brilhar do flash de reserva, um Canon 90EX, que tinha trazido apenas porque sim. Deu a luz suficiente para iluminar os artistas para as lentes fixas f/1.4 e f/1.8, sem abafar a belíssima luz de fundo.

Depois, aproveitei a oportunidade de subir ao palco, onde usei a lente de 20mm para capturar o ambiente, e a de 85mm para fotografar os músicos mais longínquos. Mais tarde, tentei usar a zoom 24-105mm no palco, mas a luz era pouca, e a maioria das fotos ficaram tremidas.

A sensação de fotografar no palco é espantosa. Os espaços são extremamente apertados. Um corredor minúsculo (menos de um metro quadrado) serve quer de passagem quer de camarim para os homens. O corredor onde tocam os teclistas e o percussionista tem meio metro. Quando os dançarinos saltam em uníssono, todo o palco salta também, sobre os amortecedores do camião. O palco dança com os artistas...

Finalmente, resolvi usar a zoom 70-200mm, que raramente levo aos Amiais. E foi como se a noite tivesse começado de novo, pois esta lente permitiu tirar um novo conjunto de fotos, especialmente pormenores.

De facto, a única lente que não usei esta noite foi a panqueca de 40mm. O resultado é um excelente estudo comparativo das capacidades das diferentes lentes.

A família teve de esperar comigo até ao fim do espectáculo mas, como sempre, havia uma fotografia a tirar no fim. Neste caso, foi a fotografia da família Xpress Music alargada, juntando os que estavam no palco com os que estavam cá em baixo à espera deles.

Tirei 577 fotografias, dei 244 à banda, publico 109.


Banda Xpress Music:

  • Banda de Vila Corça, Viseu, actuam num raio de 100 Km.
  • covicorca@hotmail.comFacebook/Banda-Xpress-Music — 96 681 5306
  • Luis Gomes — Teclado/Voz masculina
  • Alexandra Matias — Teclado/Voz feminina
  • Carlos Gonçalves — Percussão
  • Vasco Silva — Baixo
  • Rute Silva — Bailarina
  • Carlos Rodrigues — Bailarino
  • Cátia Gomes — Voz Feminina
  • Cláudio Gomes — Voz Masculina
  • Luis Agostinho — Saxofone
  • Maria Elisabete — Bailarina
  • Tiago Silva — Técnico de luzes
  • João Gomes — Técnico de som

Série

Este artigo é a parte 5 de uma série:

  1. Grupo Musical Beira Alta (Suíça) nos Amiais
  2. Missa e procissão nos Amiais
  3. Rafael nos Amiais
  4. Rancho Folclórico de Emaús (Bélgica) nos Amiais
  5. Banda Xpress Music nos Amiais

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